terça-feira, 12 de maio de 2009

SAUDADES DO FUTURO

A natureza não sabe o que é natal…
A natureza não tem calendários nem deuses a representar
Esta farsa de nascer no frio de Dezembro
Ao bafo duma vaca
Ou ao espirro dum burro…

Quando eu era menino (será que já fugi de ser menino?)
Ensinaram-me que a vaca tinha aromas de leite
E o burro só dava coices de maldade
Daí que eu nunca tenha gostado de burros.
Ou burras, tanto faz. Nenhum deles faz o meu deleite
Eu gosto tanto muito é da natureza e da sua eternidade,

O que mais me dói é de ter saudades dos netos dos meus netos…

Sem comentários:

Enviar um comentário