terça-feira, 12 de maio de 2009

INDESTINO

Deixo para ti uma tulipa jovem sob um manto...
Deve ser branco, o manto, para que a tulipa
Possa ter a importância duma ressurreição imprevista.

Ao arrepio das horas e das árvores que juntas me cercam
Logo te direi um néctar divino cor de âmbar...
Depois, poderemos ir, numa peregrinação indestina,
Até à morada dum alvorecer...

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