sábado, 26 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
ARMANDO E OS QUATRO DO NORTE
Morreu-nos o pedaço de nós que estava em ti, Armando
Eras sempre a amena circunstância
Porque tudo o que passava por ti trazia perfume de paz
Garantia o sucesso aos companheiros,
Resolvia, docemente, o complexo desencontro,
A confusão entre o tarde e o cedo
O afrontamento entre o tudo e o nada.
Sabias fazer de anjo tutelar
E davas segurança a qualquer dúvida.
Agora, sem ti, somos mais pequenos.
Escolheste para despedida o teu dia certo.
Um dia muito tão próximo da data de celebrar famílias
O que vem mostrar como tudo é falso
De tão frágil e tão inconsistente.
Vai mesmo contigo um pedaço de nós.
Morrer é assim. Aos bocadinhos.
Bago a bago, como quem come um cacho de uvas;
Mas vamos escrever-te um poema.
Um poema de cetim bordado com violetas para ficar bem contigo.
Dar-to-emos num dia de muito sol e no meio do rio.
Tu mereces um cenário perfeito
Num espaço imaculado.
Por isso é que tudo terá que acontecer no meio do rio
Onde o silêncio se faz água.
Todavia, nunca nada será tão perfeito como tu mereces.
Dezembro 23/ 12/2009
Do Norte, onde moram quatro amigos
Joaquim Fonseca
José Cândido Rodrigues
Armindo Vilaça
António Soares
