A saudade tem a cor da rosa
A saudade tem ainda o perfume da rosa
Depois são as diferenças
A rosa é um botão, mas a saudade é uma ferida
A rosa é uma flor, mas a saudade é uma dor
A rosa tem espinhos, e a saudade somente dói
A rosa é uma primavera, e a saudade não tem idade
A rosa é efémera, mas a saudade da rosa há-de ser eterna.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A POESIA É QUE TRATA DE MIM
A poesia trata de mim, muito mais do que eu trato da poesia.
Eu nunca estou só.
A poesia também nunca está só.
Ambos moramos onde moram as palavras.
Aquelas palavras que têm cores
e formas
e sabores
Aquelas que, mesmo de noite, são mais coloridas que o arco-íris
São as nossas palavras quem desenha
As casas para onde vão morar os poemas
É por isso que olho as palavras com ternura menina.
Sobretudo, quando lhes sinto o afago às portas do sono.
Eu nunca estou só.
A poesia também nunca está só.
Ambos moramos onde moram as palavras.
Aquelas palavras que têm cores
e formas
e sabores
Aquelas que, mesmo de noite, são mais coloridas que o arco-íris
São as nossas palavras quem desenha
As casas para onde vão morar os poemas
É por isso que olho as palavras com ternura menina.
Sobretudo, quando lhes sinto o afago às portas do sono.
A IDADE
A idade transporta um trenó carregado de lembranças
E é nas lembranças que a idade fecha os seus segredos
Os segredos
são afectos, são saudades, são pecados,
são beijos nunca dados
são esperanças
Perdidas entre os arvoredos
Duma grande floresta de esquecidos enganos
A idade é branca
Tão branca que é quase transparente
Porque a idade
pode tudo
e nunca mente
A idade é suave como o arco-íris
Duma outonal aurora
E nela se embalam,
de mãos dadas
livremente.
Os amantes proibidos de outrora
E é nas lembranças que a idade fecha os seus segredos
Os segredos
são afectos, são saudades, são pecados,
são beijos nunca dados
são esperanças
Perdidas entre os arvoredos
Duma grande floresta de esquecidos enganos
A idade é branca
Tão branca que é quase transparente
Porque a idade
pode tudo
e nunca mente
A idade é suave como o arco-íris
Duma outonal aurora
E nela se embalam,
de mãos dadas
livremente.
Os amantes proibidos de outrora
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