sábado, 30 de maio de 2009

AMANHÃ

Amanhã, quando o amanhecer for suave e puro,
e tão mimoso como um pêssego maduro,
irei dizer de ti uma raiz de mistério.
Amanhã, sempre há-de ser amanhã, o rosmaninho
vai acordar o teu sonho, de mansinho,
e levar-te até à estrela que nova inventei para ti.
Amanhã, a estrela nova, que tem de ser azul,
vai morar contigo no infinito do sul.
Amanhã, fora dos tempos,
virão desaguar no teu gesto, como num templo,
as músicas e os poemas pressentidos
que nascem dos abraços virtuais.
Amanhã, no jardim das tílias,
entre a cor dos vidoeiros e das heras
Vou acender o perfume da perpétua Primavera.
Amanhã, é o amanhã que nunca esquecerei,
por ser um eterno e definitivo amanhã...

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